It's not about my life.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Tudo o que eu odeio é sentir.

Porque insistimos em amar quando só nos traz mágoa? E porque insistimos nós em ser sinceros, se não nos vale de nada além de lágrimas? Tentamos ser fortes e esconder que não nos afectou quando foi precisamente o oposto que nos aconteceu. Porque não podemos nós dizer “não” e trancar o coração? Nunca senti algo assim e queria continuar sem senti-lo, mas o tempo de espera passou. Pergunto-me porque tenho sonhos que me dão esperanças, porque tinha de ser eu? Quero adormecer para não mais acordar, em sonhos posso ter-te e ser feliz. Agora, sinto que caiu um peso no meu peito, sem que eu o consiga aliviar. Porque tinhas de ser tu? Ninguém sabe, mas eu acredito estupidamente. Tantas outras oportunidades e vim parar aqui, onde não tenho saída feliz possível. Este, talvez seja, o pior sentimento que alguma vez senti, aquela sensação de estar num labirinto onde todas as perguntas não fazem sentido e as respostas, há muito que, deixaram de existir e todos os caminhos estão bloqueados.
Farei uma história com um final triste, não apenas por ser diferente, mas porque agora sei que nem todos têm o direito á felicidade, nem a finais felizes. Se tivesse certezas que a vida seria melhor no lado de lá, caminharia para lá sem dúvidas e com confiança.
No lado de lá? O que há? Sentimentos? Amor? Felicidade? Espero que não. Poderemos apenas permanecer “bem”? Claro que não, haverá sempre algo que nos mate, por pouco que seja ou não, por dentro. Valerá a pena esta merda toda? Porque não podemos escolher? Porque passa o amor a ódio tão depressa? A lágrimas não cessam, os meus músculos contraem-se, impedindo-me de continuar a escrever. Quem és tu? A pergunta permanece e ecoa. Acordem-me e digam que esta não é a minha realidade, não pode, recuso-me a viver num lugar onde não me querem, onde a mágoa é predominante, onde respirar é praticamente impossível, onde tu existes. Dêem-me asas e deixai-me voar para longe, se não sou ninguém, também não mereço sofrer por quem não me conhece. Tudo á minha volta desabou, mas resta-me uma saída. A saída que não quero. Quero um ponto de luz, a caminhada torna-se tão penosa, cada passo que dou, torna-se mais e mais pesado. Irá algum dia acabar? Irás algum dia morrer dentro de mim? Ou haverá sempre algo para me fazer cair mais um pouco, para me deixar abaixo de mim mesmo, para me fazer sentir quem não sou? Tragam-me de volta, é o que peço. Quero voltar a ser, quero voltar a olhar para ti, sorrir e dizer-te que foi uma ilusão. Mas isto sim, é uma ilusão. Eu quero dizer-te “adeus” mas não me deixes faze-lo. Farei com que o meu caminho pareça ilusoriamente feliz. Eu não sou nada, não aqui.
Sê-lo-ei onde? Haverá outro lugar?
E a paz? Quando poderei eu alcança-la?
Voltam as lágrimas a cair, porque? Não te fiz nada para que me fizesses chorar. Cada vez mais me convenço de que eu não estou de pés assentes na realidade, e tu estás? Que pergunta. Claro. Continuo a iludir-me, a cair no mesmo erro, vezes e vezes sem conta. Não posso fazer o que quero.
Não posso contentar-me com o que tenho.
Não posso sorrir sem chorar.
Nem dormir sem sonhar…

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